A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou que os preços mundiais dos alimentos recuaram pelo segundo mês consecutivo em junho de 2026. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO registrou média de 120,3 pontos, uma queda de 0,2% em relação a maio e 2,1% abaixo do valor registrado em junho de 2025.
Cereais e Óleos Vegetais Puxam Queda
O declínio foi liderado pelos índices de preços de cereais e óleos vegetais. O índice de cereais caiu 1,5% em relação a maio, impulsionado pela queda nos preços internacionais do trigo e do milho. As perspectivas de oferta abundante no hemisfério norte, com colheitas sazonais em andamento, pressionaram as cotações. O índice de óleos vegetais recuou 0,8%, refletindo a redução nos preços dos óleos de palma, soja e girassol, devido à maior disponibilidade sazonal e ao aumento dos estoques globais.
Açúcar e Carnes Registram Alta
Por outro lado, o índice de preços do açúcar subiu 1,9% em junho, impulsionado por preocupações com a produção no Brasil e na Índia, além do aumento dos preços do etanol. O índice de carnes avançou 0,6%, com destaque para as carnes bovina e suína, devido à demanda firme de importadores, especialmente da China. O índice de laticínios permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,1%.
Contexto Global e Perspectivas
Apesar da queda mensal, o índice ainda está 24% abaixo do pico histórico registrado em março de 2022, quando a guerra na Ucrânia elevou os preços a níveis recordes. A FAO destacou que a estabilização dos preços é um alívio para consumidores e governos, mas alertou para riscos como condições climáticas adversas e tensões geopolíticas. Segundo a FAO, "a oferta global de alimentos permanece adequada, mas a volatilidade dos mercados continua sendo uma preocupação".
Impacto no Brasil
Para o Brasil, a queda nos preços de cereais e óleos vegetais pode beneficiar setores como avicultura e suinocultura, que dependem de ração. Por outro lado, a alta do açúcar e das carnes favorece exportadores. O índice da FAO é acompanhado de perto pelo governo brasileiro para políticas de abastecimento e controle da inflação alimentar doméstica.



