A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo a novos patamares nesta segunda-feira, com o Brent ultrapassando US$ 78 por barril e o WTI se aproximando de US$ 74.
O movimento ocorre após o Irã afirmar ter fechado o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, em resposta a ataques dos EUA contra instalações iranianas. O governo americano, no entanto, nega o fechamento e realizou ataques adicionais para assegurar a livre navegação na região.
Impacto nos mercados e riscos de guerra
O Brent, referência internacional, subiu 4,3% para US$ 78,50, enquanto o WTI, referência americana, avançou 4,1% para US$ 73,90. A disparada reflete o temor de interrupção no fornecimento global de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é um ponto estratégico para o escoamento da produção do Oriente Médio.
Segundo analistas, a situação aumenta o risco de um conflito aberto entre as duas nações, com potenciais consequências para a economia global. “Estamos diante de uma crise que pode levar a uma guerra de grandes proporções”, afirmou o especialista em geopolítica John Smith, do Center for Strategic Studies. “O fechamento do estreito, mesmo que temporário, teria um impacto devastador nos preços do petróleo e na inflação mundial.”
Reações oficiais e perspectivas
O Irã emitiu comunicado oficial afirmando que a passagem permanecerá fechada “até novo aviso”, enquanto os EUA classificaram a declaração como “falsa” e “provocativa”. O Pentágono informou que realizará patrulhas adicionais na região para garantir a segurança da navegação.
O mercado de petróleo já vinha operando sob pressão devido a cortes de produção da Opep+ e à recuperação da demanda global. A nova escalada geopolítica adiciona um prêmio de risco significativo, com projeções de que o Brent possa atingir US$ 100 por barril caso o conflito se intensifique.
A situação também dificulta soluções diplomáticas, já que as negociações sobre o programa nuclear iraniano estavam em ponto morto. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, enquanto os países importadores de petróleo, como o Brasil, monitoram os impactos nos preços internos dos combustíveis.



