Passaporte brasileiro é 2º na América Latina e 49º no mundo em 2026
Passaporte brasileiro é 2º na América Latina e 49º no mundo

O passaporte brasileiro alcançou a segunda posição entre os países da América Latina no Global Passport Index (GPI) de 2026, perdendo apenas para o Chile. No ranking global, o Brasil ficou na 49ª colocação, com pontuação geral de 82,4 em uma escala de 100 pontos. O índice é elaborado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions.

Diplomacia impulsiona, mas economia limita

O avanço brasileiro foi limitado por questões econômicas, segundo a consultoria. Enquanto a diplomacia e a mobilidade internacional permanecem como ativos consolidados, o desempenho econômico continua sendo o principal freio para uma ascensão mais robusta. Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions, afirma: "O Brasil é o exemplo de uma potência média estável, mas sua fraqueza persistente reside nos investimentos, o que serve de lembrete de que a abertura econômica não acompanhou o alcance diplomático do país."

Mobilidade internacional: principal ativo

O Brasil obteve nota 90,7 no pilar de mobilidade internacional, ocupando a 43ª posição mundial e liderando a América Latina nesse indicador. Em 2026, o país ampliou acordos de mobilidade, incluindo isenção recíproca de vistos de curta duração com a China e entrada sem visto para cidadãos de diversos países europeus e caribenhos. No entanto, o país também restabeleceu a exigência de vistos para viajantes dos EUA, Canadá e Austrália, sinalizando uma postura de reciprocidade.

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O relatório alerta para novos desafios regulatórios, como a implementação do sistema europeu ETIAS, prevista para os próximos anos, que deverá introduzir novos custos e procedimentos para brasileiros que viajam à Europa.

Economia: o elo mais fraco

No pilar de investimentos e oportunidades econômicas, o Brasil aparece na 81ª colocação mundial, com nota 43,9. O estudo aponta que o país enfrenta limitações estruturais relacionadas à elevada carga tributária e à renda média da população. A alíquota máxima do imposto de renda pessoa física permanece em 27,5%, reduzindo a atratividade para investidores e indivíduos de alta renda.

Casaburi destaca: "O avanço do Brasil nas próximas edições dependerá diretamente de melhorias econômicas e ajustes tributários, uma vez que o componente de mobilidade já se encontra próximo do limite de expansão."

Qualidade de vida e evolução econômica

O Brasil ocupa a 37ª posição global em qualidade de vida, impulsionado pelo custo de vida e índices de satisfação pessoal. A renda nacional bruta per capita considerada pelo índice avançou de US$ 14,9 mil para US$ 18,9 mil nos últimos cinco anos, indicando melhora estrutural, mas ainda insuficiente para aproximar o país das economias líderes.

Contexto regional

Na América Latina, o Brasil integra um bloco de liderança com Chile, Argentina, Uruguai e Costa Rica, situados entre as posições 46 e 57 no ranking global. Os demais países ficam para trás, com pontuações mais baixas, prejudicadas pela menor mobilidade internacional. A metodologia do GPI atribui 50% do peso à mobilidade internacional, 25% ao ambiente econômico e 25% à qualidade de vida.

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