Ouro sobe 0,66% mas cai 2,30% na semana; mercado monitora Oriente Médio
Ouro sobe 0,66% mas cai 2,30% na semana; mercado vê tensão

O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira, 17, cotado a US$ 4.018,8 por onça-troy, uma valorização de 0,66% na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex). Apesar do ganho diário, o metal dourado recuou 2,30% na semana, refletindo a volatilidade do mercado diante da escalada das hostilidades no Oriente Médio.

Geopolítica e inflação impulsionam demanda por segurança

O mercado avalia que o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã alimenta temores inflacionários, ao mesmo tempo que impulsiona a demanda por ativos de segurança, como o ouro. O metal se recuperou e voltou a operar acima do patamar de US$ 4 mil, beneficiado por um dólar estável e pela queda dos rendimentos dos Treasuries longos.

Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ofensivas, marcando o sexto dia consecutivo de ataques na região. Não há sinais de que a situação possa se acalmar, especialmente diante de relatos de que os EUA poderão ampliar as operações. Representantes do Irã afirmaram que vão interromper as exportações de petróleo e gás na região, ajudando a impulsionar novamente os preços do petróleo.

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Expectativas de inflação e juros nos EUA

Nos Estados Unidos, uma pesquisa da Universidade de Michigan apontou uma queda nas expectativas de inflação em 12 meses. Para o cenário em cinco anos, as expectativas ficaram estáveis. A Kudo.com afirma que o mercado equilibra a demanda por ativos de segurança com a redução das expectativas de novas altas de juros.

Na avaliação do MUFG, no entanto, o metal dourado vai permanecer vulnerável enquanto os riscos geopolíticos não provocarem uma deterioração mais ampla do sentimento nos mercados financeiros, dando mais peso ao papel do ouro como ativo de proteção do que à possibilidade de um aperto monetário nos EUA.

Demanda de bancos centrais como piso para o ouro

Ainda assim, a expectativa é de que o ouro encontre suporte na forte demanda dos bancos centrais, segundo o Goldman Sachs. O banco avalia que as compras oficiais devem continuar funcionando como um piso para os preços, mesmo diante da pressão exercida pela expectativa de juros mais altos.

A prata para setembro também subiu 0,25%, a US$ 56,326 por onça-troy, mas perdeu 6,4% na semana, acompanhando a tendência do ouro.

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