O relançamento do Novo Desenrola Brasil reacendeu o debate sobre o papel da renegociação de dívidas na recuperação financeira das famílias e na dinâmica da economia. A advogada Giuliana Pinheiro Bastos Neves, especialista no tema, destaca que o programa tem potencial para ampliar a proteção ao consumidor, reduzir práticas abusivas e aliviar a pressão sobre o sistema judicial.
Impacto na renda e no crédito
Segundo Giuliana, o Novo Desenrola não apenas facilita a quitação de débitos, mas também recoloca a renda e o crédito no centro do debate econômico. “O programa permite que famílias endividadas voltem a ter acesso a linhas de crédito e recuperem sua capacidade de consumo, o que é essencial para a retomada econômica”, afirma a advogada.
Proteção ao consumidor
A iniciativa também prevê mecanismos para coibir práticas abusivas por parte de credores, como cobranças excessivas e juros abusivos. “O Novo Desenrola estabelece regras claras para a renegociação, garantindo que o consumidor não seja prejudicado por cláusulas abusivas”, explica Giuliana.
Alívio ao sistema judicial
Outro ponto destacado é a redução do volume de ações judiciais relacionadas a dívidas. Com a renegociação extrajudicial, espera-se uma diminuição significativa no número de processos, desafogando o Poder Judiciário. “Isso beneficia tanto os devedores, que evitam a judicialização, quanto o sistema como um todo”, conclui a advogada.



