Lula diz que Trump tem 'inveja' da China em minerais críticos
Lula: Trump tem 'inveja' da China em minerais críticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem 'inveja' da China pelo destaque na área de minerais críticos. A declaração ocorreu após reunião com ministros e pesquisadores no Palácio do Planalto, onde Lula reforçou o potencial do Brasil em terras-raras e a importância de negociações com os EUA para exploração mineral.

Reunião no Planalto destaca potencial brasileiro

Durante o encontro, Lula destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva mundial de elementos de terras-raras (ETR), atrás apenas da China. 'O Brasil tem um potencial enorme nessa área. Precisamos aproveitar isso para gerar riqueza e desenvolvimento', disse o presidente. A reunião contou com a presença dos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, além de pesquisadores da área.

Negociações com os EUA

Lula mencionou que o Brasil está em negociações com os Estados Unidos para exploração de minerais críticos, mas sem abrir mão da soberania nacional. 'Estamos abertos a investimentos, mas com regras claras que beneficiem o Brasil', afirmou. O presidente também criticou a postura de Trump em relação à China: 'Trump tem inveja da China porque eles dominam esse mercado. Mas o Brasil pode ser um parceiro estratégico para os EUA.'

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Plano Nacional de Mineração 2050

O governo brasileiro trabalha no Plano Nacional de Mineração 2050, que visa alinhar a produção nacional com as reservas existentes. Atualmente, o Brasil produz menos de 1% dos minerais críticos globalmente, apesar de deter cerca de 20% das reservas mundiais de terras-raras. O plano prevê aumentar a participação brasileira para 5% até 2050, com investimentos em pesquisa e infraestrutura.

Contexto geopolítico

A declaração de Lula ocorre em meio à crescente disputa entre EUA e China por minerais críticos, essenciais para tecnologias verdes e eletrônicos. O Brasil busca se posicionar como um fornecedor confiável, equilibrando relações com ambas as potências. 'Não vamos escolher lados, mas defender nossos interesses', concluiu Lula.

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