Governo Lula tentou evitar tarifaço de Trump em reuniões e audiências
Governo Lula tentou evitar tarifaço de Trump

O governo dos Estados Unidos pode decidir ainda hoje a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, após meses de negociações entre as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. As conversas, que envolveram reuniões com autoridades e audiências públicas, não conseguiram evitar o que o próprio governo brasileiro já trata como um cenário provável.

Reuniões de alto nível e tentativas de acordo

Desde junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou de encontros com representantes do governo Trump para discutir temas sensíveis como o sistema Pix e as tarifas sobre etanol. As reuniões, realizadas em Brasília e Washington, buscaram alternativas para evitar o aumento das barreiras comerciais. Em audiência pública no Congresso dos EUA, diplomatas brasileiros defenderam que as tarifas prejudicariam ambos os países.

"O governo Lula insistiu na negociação até o último momento, mesmo ciente de que o tarifaço era esperado", afirmou uma fonte do Ministério da Fazenda.

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Impacto econômico e próximos passos

Caso as tarifas sejam confirmadas, setores como siderurgia, etanol e produtos agrícolas serão os mais afetados. Especialistas estimam que as exportações brasileiras para os EUA podem cair até 15% no curto prazo. O governo brasileiro já prepara medidas de retaliação, mas mantém abertos os canais de diálogo.

"A decisão americana é incerta, mas o Brasil não ficará inerte", disse o ministro Durigan em coletiva.

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