Governo lança pacote de crédito para trabalhadores e empreendedores
Governo lança pacote de crédito para trabalhadores

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira um pacote de três novas medidas de crédito destinadas a trabalhadores e empreendedores, com o objetivo de ampliar o acesso ao financiamento antes das restrições impostas pela lei eleitoral, que entram em vigor em 4 de julho. As iniciativas incluem a ampliação do programa Desenrola para trabalhadores adimplentes, uma linha de crédito específica para empreendedores formados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia em operações de consignado privado.

Desenrola Adimplentes: juros reduzidos para trabalhadores informais

A principal novidade é o Desenrola Adimplentes, que oferece taxas de juros de 1,99% ao mês para trabalhadores informais que estejam com o nome limpo. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca atender cerca de 30 milhões de brasileiros que atuam na informalidade e que, muitas vezes, não têm acesso a crédito com condições favoráveis. O programa funcionará por meio de plataformas digitais, com análise simplificada de crédito.

Crédito para empreendedores formados pelo Fies

Outra medida anunciada é a linha de crédito voltada para empreendedores que concluíram o ensino superior com recursos do Fies. A linha terá carência de 12 meses e taxas de juros a partir de 0,5% ao mês, com prazo de pagamento de até 60 meses. O governo estima que cerca de 500 mil profissionais formados pelo Fies poderão se beneficiar. “Essa é uma forma de estimular o empreendedorismo entre os jovens que se formaram com apoio do governo”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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FGTS como garantia no consignado privado

Trabalhadores com carteira assinada poderão utilizar até 10% do saldo do FGTS como garantia em operações de crédito consignado privado. A medida amplia as possibilidades de acesso ao crédito para quem já tem vínculo formal, permitindo taxas de juros mais baixas. A expectativa é que a iniciativa movimente cerca de R$ 15 bilhões em novos empréstimos nos próximos meses. O presidente Lula destacou que “o objetivo é garantir que o trabalhador tenha acesso a crédito barato e seguro”.

Impacto e contexto eleitoral

As medidas fazem parte de um esforço do governo para impulsionar a economia e melhorar as condições de crédito antes das restrições da lei eleitoral, que a partir de 4 de julho proíbem a criação de novos programas sociais e benefícios em ano de eleição. O pacote foi apresentado em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de Lula e de ministros da área econômica. Especialistas apontam que as iniciativas podem injetar até R$ 30 bilhões na economia, mas alertam para a necessidade de controle da inadimplência.

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