Governo Lula avalia adiar subsídios dos combustíveis com crise no Irã
Governo avalia adiar subsídios dos combustíveis com crise no Irã

Governo avalia adiar retirada de subsídios com escalada do petróleo

A equipe econômica do governo Lula avalia adiar a retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, anunciada anteriormente, diante da disparada do preço do barril de petróleo Brent provocada pela retomada dos ataques no Irã. A tendência é que a decisão seja postergada para evitar repasses à Petrobras e ao consumidor final, mas há complicadores políticos, como a pressão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que ameaça pautar um projeto de compensação fiscal caso o subsídio não seja revogado.

Contexto da crise e impacto nos preços

O conflito no Irã elevou o Brent para patamares acima de US$ 90 o barril, aumentando a volatilidade do mercado. Segundo fontes do Ministério da Fazenda, a alta reduziu a margem para a retirada dos subsídios, que começaria em agosto. A medida visava reduzir o déficit fiscal, mas, com a pressão inflacionária, o governo estuda adiá-la por pelo menos dois meses. A Petrobras, por sua vez, já sinalizou que pode repassar os custos se os subsídios forem cortados, o que elevaria a gasolina e o diesel em até 5%.

Pressão política e alternativa do etanol

Hugo Motta, aliado do governo, condiciona o apoio à pauta fiscal à manutenção dos subsídios. Ele afirmou: "Não posso permitir que o brasileiro pague mais caro na bomba por uma decisão apressada". Como alternativa, o governo discute aumentar a mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, o que reduziria a dependência de importados e aliviaria os preços. A medida, porém, depende de testes técnicos e de aprovação da ANP.

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Impacto econômico e próximos passos

O adiamento dos subsídios pode custar R$ 12 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano, segundo estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI). A decisão final deve ser anunciada após reunião entre Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Enquanto isso, o mercado acompanha a tensão no Oriente Médio, que já elevou o Brent em 12% nas últimas duas semanas.

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