As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram uma queda de 16% nos primeiros cinco meses de 2026, reflexo direto das tarifas impostas pelo governo Trump. Enquanto isso, as vendas brasileiras para outros mercados internacionais cresceram 8,7% no mesmo período, segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia.
Impacto das tarifas americanas
Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 12,74 bilhões, contra US$ 15,17 bilhões no mesmo período de 2025. A retração de 16% foi impulsionada principalmente pelas sobretaxas aplicadas a produtos siderúrgicos, agrícolas e manufaturados.
As importações de produtos americanos também encolheram 12,6%, somando US$ 15,48 bilhões. Com isso, a balança comercial bilateral registrou déficit de US$ 1,47 bilhão, e a corrente de comércio caiu 14,3%, para US$ 29,49 bilhões.
Compensação em outros mercados
Apesar do revés com os EUA, as exportações totais do Brasil cresceram 8,7% de janeiro a maio, impulsionadas por vendas recordes para a China, União Europeia e países da América Latina. O agronegócio, em especial, ampliou embarques de soja, carne e café para destinos alternativos.
Segundo analistas, a diversificação de parceiros comerciais tem atenuado os efeitos do tarifaço americano. No entanto, a queda nas exportações para os EUA ainda preocupa setores como o de máquinas e equipamentos, que perdeu competitividade no mercado norte-americano.
Perspectivas
O governo brasileiro busca negociar com Washington a redução das tarifas, mas as conversas avançam lentamente. Enquanto isso, o Brasil acelera acordos comerciais com outros blocos, como o Mercosul e a União Europeia, para minimizar os impactos da guerra comercial.



