EUA impõem tarifa de 25% a produtos do Brasil; governo Lula reage
EUA impõem tarifa de 25% a produtos do Brasil; governo Lula reage

O governo dos Estados Unidos propôs um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, como parte de uma estratégia mais ampla do ex-presidente Donald Trump para restaurar tarifas sob a Seção 301 da Lei de Comércio. O Brasil, incluído na lista de países afetados, planeja uma resposta diplomática unificada, defendendo sua soberania e considerando o uso da Lei da Reciprocidade, caso necessário.

Estratégia do governo Lula

Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ideia é manter o discurso unificado entre os ministérios envolvidos e reforçar a defesa da soberania brasileira. Para analistas e para o governo brasileiro, a nova ofensiva não é direcionada ao Brasil, mas sim uma tentativa de Trump de ressuscitar tarifas após decisão da Suprema Corte.

O governo brasileiro vê mais chance de barrar a taxa de 25% do que sair da lista de 12,5%, que já está em vigor. A estratégia inclui negociações diplomáticas e a possibilidade de retaliação comercial, caso as medidas unilaterais dos EUA avancem.

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Reação do Brasil

O Brasil reagiu com cautela, mas já sinalizou que não aceitará imposições que prejudiquem sua economia. O Ministério das Relações Exteriores está coordenando as ações com os ministérios da Economia, Agricultura e Desenvolvimento. A Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais, está sendo estudada como uma das ferramentas de resposta.

O tarifaço de 25% atinge setores como siderurgia, alumínio, café e suco de laranja, entre outros. O governo brasileiro acredita que a medida pode ser revertida por meio de diálogo, mas não descarta a via judicial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Contexto internacional

Analistas apontam que a ofensiva de Trump não é direcionada especificamente ao Brasil, mas sim uma tentativa de reativar tarifas que haviam sido suspensas por decisão judicial. A Suprema Corte dos EUA havia restringido o uso da Seção 301, mas Trump busca contornar a decisão.

O governo brasileiro acompanha de perto as negociações entre EUA e outros países afetados, como China e União Europeia, para calibrar sua resposta. A expectativa é que o tema seja tratado em reuniões bilaterais nos próximos dias.

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