Especialistas aprovam Desenrola Adimplentes mas alertam para juros altos
Especialistas aprovam Desenrola Adimplentes mas alertam sobre juros

O programa Desenrola Adimplentes, lançado pelo governo para beneficiar famílias que estão em dia com suas contas, recebeu apoio de especialistas, mas também gerou alertas sobre o risco de perpetuação dos juros elevados no Brasil. A medida propõe a troca de dívidas por juros mais baratos para quem ainda não é considerado inadimplente, com limite de 1,99% ao mês.

Especialistas aprovam, mas veem riscos

Economistas consultados destacam que a iniciativa pode estimular o consumo no curto prazo, aliviando o orçamento de famílias que mantêm seus compromissos em dia. No entanto, há preocupação de que a manutenção dos juros altos, motivada por pressões inflacionárias, não resolva o problema estrutural do endividamento. Segundo analistas, enquanto a taxa básica de juros permanecer elevada, o custo do crédito continuará alto, limitando os efeitos positivos do programa.

Adesão dos bancos é incerta

Outro ponto levantado é o ceticismo quanto à adesão das instituições financeiras ao Desenrola Adimplentes. O programa impõe um teto de juros de 1,99% ao mês, o que pode desestimular os bancos a participarem, especialmente em um cenário de juros altos. Especialistas apontam que, sem a participação maciça dos bancos, o alcance do programa será limitado, beneficiando apenas uma parcela pequena dos devedores.

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Impacto no consumo e na inflação

A medida pode aumentar o consumo das famílias, mas também há o risco de que o estímulo adicional pressione ainda mais a inflação, obrigando o Banco Central a manter ou até elevar os juros. Isso criaria um ciclo vicioso, no qual o próprio programa contribui para a manutenção das taxas elevadas. Economistas recomendam que o governo combine a medida com políticas fiscais responsáveis e reformas estruturais para garantir sustentabilidade.

Problema estrutural do endividamento

O endividamento das famílias brasileiras é um problema crônico, agravado pela alta taxa de juros e pela inflação. O Desenrola Adimplentes, embora bem-intencionado, ataca apenas uma parte do problema, sem enfrentar as causas profundas, como a falta de educação financeira e a desigualdade de renda. Especialistas defendem que programas de renegociação de dívidas devem ser acompanhados de medidas de inclusão financeira e controle de gastos públicos.

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