O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Durigan, anunciou nesta terça-feira (15) a previsão de um novo auxílio emergencial para setores da economia brasileira atingidos pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. A medida, segundo ele, deve ser detalhada nas próximas semanas e terá como foco principal a indústria e a agropecuária, segmentos mais expostos às tarifas americanas.
Impacto do tarifaço na economia brasileira
De acordo com Durigan, as tarifas impostas por Washington afetam diretamente as exportações brasileiras, especialmente de aço, alumínio e produtos agrícolas. "Estamos monitorando de perto os efeitos e construindo um pacote que minimize os danos", afirmou o secretário durante coletiva de imprensa. Estudos preliminares do Ministério da Fazenda indicam que o tarifaço pode reduzir o PIB brasileiro em até 0,3% neste ano, o que motivou a criação do auxílio.
Detalhes do novo auxílio
O novo auxílio, ainda sem nome oficial, deve incluir linhas de crédito subsidiadas, prazos estendidos para pagamento de tributos e possivelmente subsídios diretos para empresas que comprovarem perdas. "A ideia é dar fôlego para que esses setores possam se readequar e buscar novos mercados", explicou Durigan. O valor total do pacote não foi divulgado, mas fontes do ministério estimam que pode chegar a R$ 5 bilhões.
Reações do setor produtivo
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elogiou a iniciativa, mas pediu agilidade. "O anúncio é bem-vindo, mas precisamos de medidas concretas e rápidas para evitar demissões", disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Já a Federação da Agricultura e Pecuária (CNA) destacou que o auxílio deve priorizar pequenos produtores, mais vulneráveis à oscilação de preços.
Próximos passos
O governo pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei autorizando o gasto extraordinário, que poderá ser votado em regime de urgência. Durigan afirmou que o auxílio será temporário e vinculado à duração das tarifas americanas. "Não podemos criar dependência, mas sim dar suporte durante a tempestade", concluiu.



