Datafolha: otimismo econômico sobe para 36% e pessimismo cai a 26%
Datafolha: otimismo econômico sobe para 36% e pessimismo cai

O otimismo dos brasileiros em relação à economia voltou a crescer, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (23). A parcela da população que acredita em uma melhora nos próximos meses subiu de 30% em março para 36% agora. Ao mesmo tempo, o pessimismo caiu de 35% para 26% no mesmo período.

Detalhes da pesquisa

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o Brasil entre os dias 17 e 20 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados mostram que a confiança na recuperação econômica é maior entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entre pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos.

Entre os que ganham até dois salários mínimos, o otimismo chega a 41%, enquanto na faixa de renda superior a cinco salários mínimos o índice é de 28%. Já entre os eleitores de Lula, 51% esperam melhora, contra 22% dos que votaram em Jair Bolsonaro.

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Pessimismo em queda

O pessimismo recuou em todas as faixas de renda e escolaridade, mas ainda é maior entre os mais escolarizados e de maior renda. Entre aqueles com ensino superior, 31% preveem piora da economia, ante 22% entre os que têm até o fundamental. Na faixa de renda acima de dez salários mínimos, o pessimismo atinge 36%.

Apesar da melhora nas expectativas, a avaliação da situação econômica atual ainda é majoritariamente negativa: 45% dos entrevistados dizem que a economia piorou nos últimos meses, 30% acham que ficou igual e 24% percebem melhora. O instituto destaca que a percepção de piora caiu oito pontos percentuais desde março, quando era de 53%.

Impacto político

Os números reforçam um cenário de gradual recuperação da confiança, mas ainda distante de um otimismo generalizado. Para o cientista político Antonio Lavareda, a melhora nas expectativas pode beneficiar o governo Lula. “O crescimento do otimismo entre as camadas de menor renda, principal base de apoio do governo, é um sinal positivo. No entanto, a persistência de uma avaliação negativa do presente indica que a recuperação ainda não se traduziu em bem-estar concreto para a maioria”, afirma.

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