Cenário dos EUA em 2026 ainda é benigno, diz Nilson Teixeira
Cenário dos EUA em 2026 ainda é benigno

O economista Nilson Teixeira, em artigo publicado no jornal Valor Econômico, analisa que o cenário econômico dos Estados Unidos para o ano de 2026 ainda se mostra benigno, com inflação sob controle e crescimento moderado. Apesar de alguns riscos, como a questão fiscal e tensões geopolíticas, a trajetória atual da maior economia do mundo não indica uma recessão iminente.

Inflação controlada e mercado de trabalho aquecido

De acordo com Teixeira, a inflação americana tem apresentado sinais de arrefecimento, aproximando-se da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve. O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 2,4% nos últimos 12 meses, enquanto o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) ficou em 2,3%. O mercado de trabalho continua robusto, com taxa de desemprego em 3,8% e criação de empregos acima de 200 mil postos por mês.

Política monetária e fiscal

O Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 5,25% a 5,50%, sinalizando que cortes podem ocorrer apenas em 2025, dependendo da evolução dos dados. Teixeira destaca que a política fiscal expansionista, com déficits orçamentários elevados, pode pressionar a inflação no longo prazo, mas por enquanto o cenário é de equilíbrio. "A economia americana demonstra resiliência, com consumo e investimento empresarial sustentados", afirma o economista.

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Riscos e desafios

Entre os riscos, Teixeira aponta o elevado endividamento público, que ultrapassa 120% do PIB, e as incertezas geopolíticas, como a guerra na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio. No entanto, ele considera que a probabilidade de uma recessão nos próximos dois anos é baixa. "O cenário-base para 2026 é de crescimento em torno de 2% ao ano, com inflação convergindo para a meta", conclui.

Impactos para o Brasil

Para o Brasil, um cenário benigno nos EUA é positivo, pois reduz a volatilidade cambial e mantém os fluxos de capital para emergentes. Teixeira ressalta que a taxa de câmbio real brasileira está em nível competitivo, e que a economia doméstica pode se beneficiar de um ambiente externo favorável. No entanto, alerta que reformas estruturais internas são necessárias para garantir crescimento sustentável.

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