O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou nesta segunda-feira que as conclusões de uma investigação dos Estados Unidos sobre trabalho forçado no Brasil são 'arbitrárias'. Em manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), Vieira também argumentou que tarifas de importação não são um instrumento adequado para lidar com o desafio global das condições trabalhistas.
Brasil contesta conclusões do USTR
De acordo com o ministro, o Brasil possui um arcabouço legal robusto contra práticas trabalhistas abusivas, que teria sido ignorado pelo USTR. A manifestação brasileira contesta a recomendação de tarifas de importação como medida para combater o trabalho forçado. Vieira destacou que o país tem avançado no combate ao trabalho escravo, com políticas públicas e fiscalização eficientes.
Tarifas não são solução
Na visão do governo brasileiro, a imposição de tarifas não contribui para a erradicação do trabalho forçado em escala global. 'Tarifas não são instrumento para lidar com desafio global referente às condições trabalhistas', disse Vieira. O Brasil defende o diálogo e a cooperação internacional como caminhos mais eficazes para enfrentar o problema.
A posição brasileira foi apresentada no contexto de uma investigação do USTR sobre práticas trabalhistas no Brasil, que pode resultar em sanções comerciais. O Itamaraty reforçou que o país cumpre as normas internacionais do trabalho e que as conclusões americanas são baseadas em informações desatualizadas ou imprecisas.



