O governo da Bolívia, liderado pelo presidente Rodrigo Paz, alcançou um acordo com a principal federação sindical do país, encerrando seis semanas de protestos e bloqueios de estradas. A crise, que exigia a renúncia do presidente, ocorreu em meio à pior situação econômica das últimas quatro décadas.
Detalhes do acordo
O pacto firmado entre as partes resultou na diminuição significativa dos bloqueios, que haviam provocado escassez de alimentos e medicamentos em diversas regiões. No entanto, o acordo não contempla todos os setores da sociedade, e alguns grupos ainda manifestam insatisfação.
Impactos econômicos
As perdas econômicas acumuladas durante o período de protestos somaram US$ 2,8 bilhões, afetando de forma substancial o Produto Interno Bruto (PIB) boliviano. A crise evidenciou a fragilidade da economia do país, que já enfrentava desafios estruturais.
Os manifestantes, em sua maioria trabalhadores e membros de movimentos sociais, bloqueavam as principais rodovias que ligam La Paz a outras cidades, como El Alto. A paralisação gerou prejuízos aos setores de comércio, transporte e agricultura.
Apesar do acordo, analistas alertam que a situação política e econômica da Bolívia ainda é delicada. O governo precisará implementar medidas de recuperação econômica e diálogo com os setores não contemplados para evitar novas crises.



