Apesar da guerra, inflação se mantém contida
Apesar da guerra, inflação contida

A inflação global continua surpreendentemente contida, mesmo com o conflito na Ucrânia elevando os preços de energia e alimentos. Dados recentes mostram que os índices de preços ao consumidor nas principais economias permanecem abaixo das expectativas, graças à ação coordenada dos bancos centrais e à recente queda nos preços das commodities.

Desempenho das economias centrais

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3% em maio, abaixo da previsão de 0,4%. Na zona do euro, a inflação anual caiu para 6,1% em maio, ante 7% em abril. O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros em 0,25 ponto percentual, sinalizando que o pico da inflação pode ter passado.

Impacto das commodities

O preço do petróleo Brent caiu para US$ 75 o barril, uma queda de 10% em relação ao pós-invasão da Ucrânia. Os grãos, como trigo e milho, também recuaram, aliviando a pressão sobre os preços dos alimentos. Segundo analistas, a desaceleração da economia global reduziu a demanda por matérias-primas.

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"A combinação de aperto monetário e queda nas commodities está ajudando a conter a inflação", afirmou o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. "No entanto, os riscos permanecem elevados, especialmente se o conflito na Ucrânia se intensificar."

Perspectivas futuras

Apesar dos sinais positivos, os bancos centrais mantêm cautela. O Federal Reserve dos EUA sinalizou que pode elevar ainda mais os juros se a inflação não recuar. A expectativa é que a inflação global atinja 4,5% neste ano, abaixo dos 5,2% projetados anteriormente.

No Brasil, o IPCA acumulado em 12 meses está em 3,94%, dentro da meta do Banco Central. "O cenário externo favorável contribui para a ancoragem das expectativas", disse o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

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