O alívio nos preços do petróleo impulsionou uma forte recuperação nos mercados financeiros globais nesta sexta-feira, com destaque para ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes. O barril do Brent recuou mais de 3%, refletindo expectativas de aumento da oferta da Opep+ e sinais de desaceleração da demanda global.
Impacto nos mercados emergentes
O índice MSCI de ações de mercados emergentes subiu 1,8%, enquanto o real brasileiro se valorizou 1,2% frente ao dólar, cotado a R$ 5,40. O Ibovespa fechou em alta de 2,1%, aos 125 mil pontos, puxado por ações de petroleiras e siderúrgicas. Segundo analistas, a queda do petróleo reduz pressões inflacionárias e abre espaço para cortes de juros em economias emergentes.
Reação dos investidores
“A queda do petróleo é um alívio generalizado, especialmente para países importadores de energia, como o Brasil. Isso melhora as perspectivas de inflação e dá fôlego para a política monetária”, afirmou Carlos Alberto, economista-chefe da XP Investimentos. O mercado também reagiu positivamente à sinalização do Federal Reserve de que pode reduzir os juros nos Estados Unidos, o que enfraquece o dólar globalmente.
Perspectivas para a semana
Na próxima semana, os investidores acompanham a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve manter a Selic em 13,75%, mas com possível viés de queda. Além disso, dados de emprego nos EUA e a temporada de balanços corporativos devem ditar o ritmo dos mercados. A recuperação dos ativos, no entanto, ainda depende de sinais concretos de arrefecimento da inflação global.



