Alta do ouro leva relógios de luxo a serem derretidos por valor do metal
Alta do ouro faz relógios de luxo serem derretidos

A alta do preço do ouro, que atingiu o recorde de US$ 5.600 por onça em janeiro, está levando ao derretimento de relógios de luxo, como os modelos da Omega e TAG Heuer. O valor do metal passou a superar o preço de revenda de determinados modelos, tornando a reciclagem mais lucrativa do que a venda no mercado de usados.

Contexto econômico

Em meio a tensões geopolíticas e comerciais globais, o ouro atingiu a marca histórica de US$ 5.600 por onça. Esse aumento expressivo fez com que o valor intrínseco do metal em relógios de luxo superasse o preço de revenda de certos modelos, especialmente aqueles com menor valor agregado de marca ou design.

Modelos mais afetados

Relógios de marcas como Omega e TAG Heuer, que utilizam caixas e pulseiras de ouro maciço, são os mais impactados. Modelos que não são considerados itens de colecionador ou que perderam valor de mercado estão sendo derretidos para extração do ouro. Por outro lado, marcas como Rolex e Patek Philippe são menos afetadas, pois seus modelos mantêm alto valor agregado devido à raridade, prestígio e demanda no mercado secundário.

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Tendência deve continuar

Especialistas preveem que o preço do ouro continue entre US$ 5.400 e US$ 6.300 por onça nos próximos meses, mantendo a tendência de derretimento de relógios de luxo menos valiosos. A busca por metais preciosos como proteção contra incertezas econômicas e inflação deve sustentar os preços elevados.

Embora o fenômeno seja mais comum em épocas de alta do ouro, a magnitude atual é inédita. Relojoarias e ourivesarias relatam aumento na procura por avaliação e derretimento de peças. A prática, no entanto, preocupa colecionadores e entusiastas, que veem peças históricas sendo destruídas por seu valor material.

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