O brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro encerra sua carreira na Organização das Nações Unidas (ONU) após 15 anos dedicados à investigação da guerra na Síria. Nomeado em 2011 para presidir a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Síria, ele documentou abusos cometidos por todas as partes envolvidas no conflito.
Trajetória na ONU
Pinheiro, que também atuou como relator especial da ONU para Burundi, Myanmar, Togo e Timor Leste, destacou-se por seu trabalho pro bono e por sua atuação em zonas de conflito. Aos 82 anos, ele renunciou ao cargo, deixando um legado de defesa dos direitos humanos.
Investigações na Síria
Impedido de entrar na Síria, Pinheiro ouviu depoimentos de exilados e refugiados para compor seus relatórios. Ele criticou tanto o envio de armas quanto as sanções impostas ao país, defendendo uma solução pacífica para o conflito. Seu trabalho contribuiu para a documentação de violações de direitos humanos e crimes de guerra.
A saída de Pinheiro marca o fim de uma era na comissão, que continuará seu mandato sob nova liderança. Ele deixa um exemplo de dedicação e imparcialidade em meio a um dos conflitos mais complexos do século XXI.



