A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizeram um apelo conjunto ao Grupo dos Sete (G7) para que conclua o tratado internacional sobre pandemias. O mecanismo central ainda em negociação é o acesso a patógenos e a repartição de benefícios, visando evitar a repetição do caos internacional observado durante a pandemia de covid-19.
Urgência na conclusão do acordo
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente Lula destacaram a urgência de se chegar a um consenso. Em declaração conjunta, eles afirmaram que o tratado é essencial para garantir que o mundo esteja melhor preparado para futuras emergências sanitárias, assegurando equidade no acesso a vacinas, tratamentos e diagnósticos.
As negociações, no entanto, enfrentam divergências entre países ricos e em desenvolvimento. Enquanto as nações desenvolvidas defendem maior proteção à propriedade intelectual, os países em desenvolvimento exigem transferência de tecnologia e produção local de insumos.
O que está em jogo
O tratado, que vem sendo discutido há mais de dois anos, estabeleceria regras claras para a cooperação global em pandemias. Entre os pontos mais sensíveis está o sistema de acesso a patógenos, que permitiria que amostras de vírus fossem compartilhadas rapidamente, e a repartição de benefícios, como vacinas e medicamentos derivados dessas amostras.
Segundo especialistas, sem um acordo, o mundo corre o risco de repetir os erros da resposta à covid-19, quando países ricos acumularam vacinas enquanto nações pobres enfrentavam escassez.
O apelo ao G7 ocorre às vésperas da cúpula do grupo, que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Lula e Tedros esperam que os líderes do G7 usem sua influência para destravar as negociações e garantir a conclusão do tratado ainda este ano.



