Mais de 700 golfinhos mortos em caça viking nas Ilhas Faroé gera indignação
Mais de 700 golfinhos mortos em caça viking nas Ilhas Faroé

Mais de 700 golfinhos foram mortos em um único dia nas Ilhas Faroé durante a tradicional caça conhecida como grind, uma prática de origem viking que ocorre anualmente. O evento gerou forte reação internacional, com ambientalistas denunciando o sofrimento prolongado dos animais e falhas nos procedimentos de abate.

Caça grind e suas consequências

A caça, que envolve o cerco e morte de golfinhos e baleias-piloto, é defendida pelos ilhéus como parte de sua herança cultural. No entanto, organizações como a Sea Shepherd apontam que os métodos utilizados causam dor intensa e desnecessária aos animais. Relatos indicam que muitos golfinhos não morrem rapidamente, sofrendo por minutos antes de serem abatidos.

Críticas internacionais e prisões

Observadores ambientais que tentaram documentar a caça foram detidos pelas autoridades locais, aumentando as tensões. A Sea Shepherd pediu que a União Europeia intervenha para proibir a prática, considerando-a cruel e incompatível com os padrões modernos de bem-estar animal.

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A temporada de caça de 2026 já registrou números alarmantes, com mais de 700 golfinhos mortos em apenas um dia. Especialistas em vida marinha alertam que a matança em massa pode impactar as populações locais de golfinhos, que já enfrentam ameaças como poluição e mudanças climáticas.

Resposta das autoridades

O governo das Ilhas Faroé, território autônomo da Dinamarca, defende a caça como sustentável e regulamentada. No entanto, as imagens de sangue tingindo o mar e os gritos dos animais geraram comoção global. Petições online exigindo o fim do grind já somam milhões de assinaturas.

Enquanto isso, ambientalistas prometem continuar monitorando a região e pressionando por mudanças legais. A tradição, que remonta à era viking, pode estar com os dias contados diante da pressão internacional e da crescente conscientização sobre os direitos dos animais.

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