Cortes de ajuda deixam 1 milhão de mulheres sem assistência e dobram violência sexual
Cortes de ajuda deixam 1 milhão de mulheres desassistidas

Um relatório da ONU Mulheres divulgado nesta quinta-feira alerta que cortes significativos na ajuda humanitária internacional, intensificados desde o retorno do republicano Donald Trump à Casa Branca em 2025, deixaram cerca de 1 milhão de mulheres e meninas sem assistência em zonas de conflito e crise. A pesquisa, que ouviu 855 organizações não governamentais em 52 países, constata que 90% das entidades não conseguem suprir as demandas atuais de proteção e serviços básicos.

Cenário de desassistência e aumento da violência

De acordo com o estudo, a violência sexual em contextos de conflito duplicou no período analisado, reflexo direto da redução de programas de apoio e da ausência de financiamento para abrigos, atendimento psicológico e jurídico. "Os cortes estão destruindo anos de progresso na proteção de mulheres e meninas", afirmou a diretora-executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, em comunicado oficial. "Estamos vendo uma reação global contra os direitos das mulheres, e os números são alarmantes."

Impacto das decisões dos EUA

O relatório destaca que a redução de verbas dos Estados Unidos, maior doador humanitário global, foi o principal fator para o colapso de serviços. Desde 2025, o governo Trump promoveu cortes drásticos em agências da ONU e programas de assistência, afetando diretamente iniciativas de combate à violência de gênero. Organizações locais relatam fechamento de centros de acolhimento e falta de medicamentos essenciais para sobreviventes de estupro.

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Dados concretos e alerta global

Entre os 855 grupos consultados, 78% afirmaram ter reduzido equipes ou encerrado atividades nos últimos 18 meses. A pesquisa também aponta que, em países como Sudão, República Democrática do Congo e Afeganistão, o número de casos de violência sexual reportados cresceu mais de 100%. "Estamos falando de uma geração de meninas perdendo acesso à educação, saúde e proteção", acrescentou Bahous. A ONU Mulheres pede que a comunidade internacional restabeleça o financiamento e priorize os direitos femininos nas agendas de paz e segurança.

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