Ministério dos Direitos Humanos realiza cerimônia de entrega no Rio de Janeiro
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania entregará, nesta terça-feira, 95 certidões de óbito retificadas de vítimas da ditadura militar brasileira. A cerimônia ocorrerá no Rio de Janeiro e inclui nomes como Edson Luís, Stuart Angel, Manoel Fiel Filho e José Jobim. A retificação altera a causa da morte para "violenta, não natural, causada pelo Estado", conforme as resoluções da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Stuart Angel e outras vítimas têm registros corrigidos
Stuart Angel, estudante morto durante tortura em 1971, é um dos casos emblemáticos. A correção das certidões busca reparar o registro oficial que, durante o regime militar, frequentemente ocultava a verdade sobre as mortes. Desde 2025, o ministério já entregou 158 documentos retificados em diversas capitais brasileiras.
Impacto da retificação para as famílias
As famílias das vítimas, como a de Zuzu Angel — mãe de Stuart e conhecida estilista que também lutou contra a ditadura —, esperavam há décadas por esse reconhecimento oficial. A retificação não apenas corrige um erro histórico, mas também serve como um ato de justiça e memória. Segundo o ministério, a ação está alinhada com as recomendações da CNV, que investigou violações de direitos humanos entre 1946 e 1988.
Próximos passos e abrangência nacional
A entrega no Rio faz parte de um cronograma nacional. Até o momento, 158 certidões foram emitidas, e a previsão é que mais documentos sejam retificados nos próximos meses, contemplando todas as regiões do país. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.



