A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizam uma crise diplomática marcada por trocas de acusações públicas. Trump afirmou que Meloni teria pedido uma foto durante a cúpula do G7, o que a premiê italiana negou veementemente, classificando as declarações como 'ataques sem provocação'.
Origens do conflito
A tensão entre os dois líderes começou quando Trump criticou o Papa Francisco, posicionando-se contra a guerra no Irã. Meloni, católica praticante, considerou as declarações de Trump 'inaceitáveis' e manifestou apoio ao Papa. Desde então, as relações se deterioraram, culminando nas recentes farpas públicas.
Acusações e respostas
Em um comício na Flórida, Trump afirmou que Meloni 'implorou' por uma foto com ele no G7. 'Ela veio até mim e disse: 'Presidente, por favor, uma foto'. Eu não queria, mas aceitei', declarou Trump. Meloni respondeu em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera: 'Trump deveria se preocupar mais com sua própria popularidade do que com fotos. Nunca pedi nada a ele'. A premiê também destacou que a Itália mantém sua posição de independência diplomática.
Impacto diplomático
O embate ocorre em um momento delicado para as relações transatlânticas. A Itália, membro fundador da União Europeia, busca equilibrar sua aliança com os EUA e sua autonomia política. Analistas apontam que a crise pode enfraquecer a cooperação em temas como segurança e comércio. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o caso.



