O ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira, 8, que não responderá “vulgaridade com vulgaridade”, mas com ação, ao comentar as declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump. “Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e fortes valores morais”, disse Araghchi na rede X. “Dirigir-se à Nação Civilizada e Corajosa do Irã com linguagem depreciativa não diminui sua grandeza”.
Trump chama iranianos de 'malucos' e ameaça ação militar
Nesta quarta-feira, Trump chamou os iranianos de “malucos” e comentou que a nova liderança do país poderá “sumir”, após cogitar um novo grande ataque ao Irã. As declarações aumentaram a tensão entre os dois países, que já vivem um momento de grave crise diplomática.
Porta-voz critica falta de boa-fé dos EUA
Em paralelo, o porta-voz do Ministério, Esmaeil Baqaei, alegou que o memorando de entendimento entre o Irã e os EUA, desde o primeiro passo, não foi baseado na confiança, mas sim no mecanismo claro de “compromisso por compromisso”, pois não havia nenhum sinal de boa-fé no comportamento americano. Segundo ele, os EUA – apesar da cláusula que enfatiza a responsabilidade da República Islâmica em determinar os arranjos para a segurança no Estreito de Ormuz – violaram a estrutura do acordo com suas ações unilaterais.
Irã promete defender interesses nacionais
“A República Islâmica do Irã perseguirá com determinação a salvaguarda de seus interesses nacionais e o exercício de sua soberania”, escreveu Baqaei no X. A declaração ocorre em meio a relatos de que o Irã prometeu fechar o Estreito de Ormuz e dobrar ataques a alvos inimigos, em retaliação aos EUA. Segundo a TV iraniana, eventual reabertura de Ormuz terá que acontecer de acordo com os arranjos definidos pelo memorando de entendimento firmado em Islamabad.
Impacto econômico e reações internacionais
A crise também afeta o setor aéreo: a Airbus reduziu a previsão de demanda da indústria de jatos após a guerra com o Irã e tarifas. A maior fabricante de aviões do mundo afirmou que ainda espera uma forte demanda por jatos, liderada pela Ásia, que deverá representar cerca de metade de todas as entregas.



