O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, não forneceu informações claras sobre o tamanho das exceções tarifárias que podem ser aplicadas ao Brasil, durante audiência no Congresso americano. A declaração ocorre em meio a negociações comerciais entre os dois países, que buscam definir regras para produtos brasileiros no mercado norte-americano.
Greer evita compromissos
Em resposta a questionamentos de parlamentares, Greer afirmou que as exceções serão avaliadas caso a caso, sem especificar limites ou critérios objetivos. A falta de transparência preocupa exportadores brasileiros, que dependem de previsibilidade para planejar investimentos.
Segundo o embaixador brasileiro em Washington, a indefinição pode atrasar acordos bilaterais. "Precisamos de clareza para avançar", disse o diplomata, que acompanhou a audiência.
Impacto no agronegócio
Setores como o de carne bovina e suco de laranja são os mais sensíveis às tarifas americanas. Dados do Ministério da Agricultura indicam que as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 8,5 bilhões em 2024, com potencial de crescimento se as barreiras forem reduzidas.
Entidades empresariais cobram uma posição mais firme do governo brasileiro. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu nota defendendo negociações diretas com a equipe de Greer.
Próximos passos
Uma nova rodada de conversas está prevista para maio, em Brasília. O Itamaraty espera que, até lá, os EUA apresentem uma proposta concreta de exceções. Enquanto isso, o Brasil avalia medidas de retaliação, caso as tarifas sejam mantidas sem flexibilidade.



