O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta terça-feira que o Irã concordou em permitir inspeções nucleares por um longo período no futuro, contrariando as declarações oficiais de Teerã, que nega qualquer acordo nesse sentido. A afirmação foi feita em uma postagem nas redes sociais, onde Trump também anunciou que os EUA manterão navios no Estreito de Ormuz, preparados para restabelecer um bloqueio aos portos iranianos, caso necessário.
Declarações de Trump e reação iraniana
Em sua postagem, Trump escreveu: "O Irã concordou com inspeções nucleares de longo prazo. Eles não estão dizendo isso publicamente, mas aceitaram." No entanto, autoridades iranianas negaram veementemente qualquer compromisso. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, declarou que "o Irã não aceitou nenhuma inspeção adicional além do que já está previsto no acordo nuclear."
Presença naval no Estreito de Ormuz
Trump também afirmou que os EUA manterão navios de guerra no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo. "Se for necessário restabelecer o bloqueio aos portos iranianos, estaremos prontos", disse o presidente. A medida visa aumentar a pressão sobre o Irã, que tem sido alvo de sanções econômicas dos EUA desde que Washington se retirou do acordo nuclear multilateral em 2018.
Contexto das tensões
As declarações ocorrem em meio a crescentes tensões entre os dois países. Desde a retirada dos EUA do acordo nuclear, o Irã tem reduzido gradualmente suas obrigações, enriquecendo urânio a níveis mais altos do que os permitidos. Os EUA, por sua vez, têm buscado isolar o Irã diplomaticamente e economicamente, incluindo a imposição de sanções e a tentativa de bloquear suas exportações de petróleo.
A comunidade internacional observa com preocupação a escalada. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) continua monitorando as atividades nucleares do Irã, mas não confirmou qualquer novo acordo de inspeções. Analistas apontam que a insistência de Trump pode ser uma tática para pressionar Teerã, mas também corre o risco de aumentar a desconfiança e dificultar futuras negociações.



