Troca de mensagens para acordo entre Irã e EUA foi interrompida, diz agência
Troca de mensagens Irã-EUA interrompida, diz agência

As conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos, que vinham ocorrendo nos bastidores para um possível acordo, foram interrompidas há dias, segundo informou a agência de notícias iraniana Fars neste domingo (2). A pausa nas negociações ocorre em meio a um impasse sobre o programa nuclear iraniano e as sanções americanas.

Interrupção das conversas

De acordo com a Fars, que cita fontes não identificadas, a troca de mensagens foi suspensa por parte do Irã, que alega falta de avanços concretos. As negociações vinham sendo mediadas por países como Omã e Catar, mas não há previsão de quando serão retomadas. A agência não detalhou os motivos exatos da paralisação, mas destacou que o governo iraniano condiciona a continuidade das conversas a gestos práticos dos EUA, como a liberação de ativos congelados.

Reações e contexto

O governo americano, por meio do Departamento de Estado, não comentou oficialmente a informação. Analistas internacionais apontam que a interrupção reflete a desconfiança mútua e as dificuldades em alinhar as demandas de ambos os lados. Enquanto os EUA exigem que o Irã limite seu enriquecimento de urânio, Teerã pede o fim das sanções econômicas que afetam sua economia.

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Impacto regional

A paralisação das negociações pode aumentar as tensões no Oriente Médio, especialmente com Israel, que se opõe a qualquer acordo que não desmantele completamente o programa nuclear iraniano. Além disso, a situação pode afetar o mercado de petróleo, já que o Irã é um grande produtor e qualquer sinal de conflito eleva os preços da commodity.

Próximos passos

Diplomatas ocidentais afirmam que os canais de comunicação ainda estão abertos, mas não há encontros agendados. O Irã sinalizou que só retornará à mesa se houver garantias de que os EUA cumprirão os termos discutidos. Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) continua monitorando as atividades nucleares iranianas, que seguem dentro dos limites do acordo de 2015, mas com avanços técnicos que preocupam a comunidade internacional.

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