Supostos piratas apreenderam um navio-tanque carregado de petróleo na costa do Iêmen, neste sábado (17), e mantêm a tripulação de 22 pessoas como refém, informaram autoridades marítimas e de segurança. A embarcação, identificada como MT Central Park, de bandeira liberiana, foi atacada quando navegava a cerca de 80 quilômetros da costa do porto de Aden.
Detalhes do ataque e tripulação
O navio, operado pela empresa grega Central Tankers, transportava uma carga de petróleo bruto. Segundo a empresa de segurança marítima Ambrey, os invasores, armados com fuzis, abordaram a embarcação por volta das 6h (horário local). A tripulação, composta por 22 pessoas de nacionalidades variadas, incluindo filipinos, indianos e egípcios, foi levada para uma área restrita do navio.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que está monitorando a situação e que forças navais da coalizão foram enviadas para a região. "Estamos cientes do incidente e tomando medidas para garantir a segurança da tripulação e da embarcação", disse um porta-voz do CENTCOM, sem dar mais detalhes.
Contexto de instabilidade na região
O ataque ocorre em meio à crescente instabilidade no Iêmen, país devastado por uma guerra civil desde 2014. A costa do Iêmen é conhecida por incidentes de pirataria, embora tenham diminuído nos últimos anos devido a patrulhas internacionais. No entanto, a falta de um governo central forte e a presença de grupos armados, como os rebeldes houthis, aumentam os riscos para a navegação.
O navio-tanque havia partido do porto de Ras Isa, no Iêmen, controlado pelos houthis, e seguia para o porto de Aden, no sul do país. A carga de petróleo bruto pertencia à companhia estatal iemenita de petróleo, a Yemen Petroleum Company.
Reações e próximos passos
Autoridades iemenitas condenaram o ataque e pediram assistência internacional para libertar a tripulação. "Este é um ato criminoso que ameaça a segurança marítima e a economia do país", afirmou um porta-voz do Ministério do Petróleo iemenita. A Organização Marítima Internacional (IMO) também expressou preocupação e está em contato com as autoridades regionais.
Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do sequestro. Especialistas acreditam que os piratas podem estar ligados a grupos criminosos que atuam na região, em vez de facções políticas. A Marinha dos EUA e forças da coalizão liderada pela Arábia Saudita estão em alerta máximo na área.



