Sonda chinesa Tianwen-2 capta imagens inéditas da 'segunda Lua' Kamoʻoalewa
Sonda chinesa registra imagens da 'segunda Lua' da Terra

A sonda chinesa Tianwen-2 alcançou um marco histórico ao capturar, pela primeira vez, imagens de perto de Kamoʻoalewa, um objeto celeste conhecido como a 'segunda Lua' da Terra. O registro, divulgado pela agência espacial chinesa CNSA, mostra o misterioso quase satélite com um nível de detalhe sem precedentes, abrindo novas possibilidades para o estudo de sua composição e origem.

O que é Kamoʻoalewa?

Descoberto em 2016, Kamoʻoalewa não é um satélite natural da Terra, mas sim um quase satélite: ele orbita o Sol em uma trajetória que o mantém próximo ao nosso planeta. Com cerca de 40 a 100 metros de diâmetro, o objeto é um dos poucos conhecidos nessa categoria. As novas imagens, obtidas a uma distância de aproximadamente 100 quilômetros, revelam uma superfície irregular e possivelmente composta por material rochoso.

Missão Tianwen-2: coleta de amostras

A Tianwen-2, lançada em 2025, tem como objetivo principal coletar amostras de Kamoʻoalewa e trazê-las de volta à Terra. Segundo a CNSA, a sonda deve realizar a coleta em 2027, com retorno previsto para 2028. 'As imagens atuais são cruciais para identificar os melhores locais de amostragem e entender a geologia do objeto', afirmou o diretor da missão, Dr. Li Wei.

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Possível origem lunar

Estudos anteriores sugerem que Kamoʻoalewa pode ser um fragmento ejetado da Lua após um impacto. As imagens da Tianwen-2 reforçam essa hipótese: a composição espectral do objeto é similar à de rochas lunares. 'Se confirmado, será a primeira vez que um fragmento lunar é estudado in loco', destacou a pesquisadora da Universidade do Arizona, Dra. Sarah Green, que colabora com a missão.

Impacto científico

O sucesso da Tianwen-2 representa um avanço significativo para a exploração espacial chinesa e para o estudo de objetos próximos à Terra. Além de Kamoʻoalewa, a sonda também deve visitar o cometa 311P/PANSTARRS após a coleta de amostras. 'Essas imagens nos dão uma visão sem precedentes de um objeto que orbita próximo a nós, mas que permaneceu misterioso por anos', concluiu o Dr. Li.

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