A gigante chinesa de fast fashion Shein obteve aprovação das autoridades regulatórias da China para realizar sua oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A decisão representa um passo significativo para a empresa, que busca uma listagem que pode avaliá-la entre US$ 60 bilhões e US$ 90 bilhões.
Detalhes da aprovação regulatória
A aprovação foi concedida pela Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) no início deste mês, após meses de revisão. A Shein havia originalmente planejado listar-se em Nova York, mas mudou seus planos devido a tensões geopolíticas e obstáculos regulatórios entre os EUA e a China.
De acordo com fontes, a empresa agora pode prosseguir com a apresentação de seu prospecto à Bolsa de Valores de Hong Kong, com a expectativa de que a listagem ocorra no segundo semestre de 2026. A Shein ainda não comentou oficialmente o assunto.
Impacto no mercado e concorrência
O IPO da Shein em Hong Kong deve ser um dos maiores do ano na Ásia, atraindo investidores globais interessados no modelo de negócios de moda ultrarrápida da empresa. A varejista online, conhecida por seus preços baixos e ampla variedade de produtos, tem enfrentado escrutínio sobre práticas trabalhistas e sustentabilidade, mas continua a crescer rapidamente.
Analistas apontam que a listagem em Hong Kong pode fortalecer a posição da Shein na Ásia e reduzir sua dependência do mercado ocidental. A empresa também enfrenta concorrência crescente de rivais como Temu e Zara.
Próximos passos
Com a aprovação em mãos, a Shein deve agora finalizar os detalhes com os bancos subscritores, que incluem Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley. A expectativa é que o IPO movimente bilhões de dólares, proporcionando à empresa recursos para expandir suas operações logísticas e de tecnologia.
Segundo fontes, a Shein também está avaliando uma possível listagem dupla em Londres no futuro, mas por enquanto o foco está em Hong Kong.



