Rutte diz que desavenças na Otan são lição para Putin
Rutte: desavenças na Otan são lição para Putin

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira que as desavenças entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes da aliança demonstram a força democrática do bloco e devem servir de lição para o presidente russo, Vladimir Putin. A declaração foi feita após uma cúpula em Ancara, na Turquia.

Rutte defende sua abordagem com Trump

Em entrevista à Reuters, Rutte também disse que não via necessidade de mudar a maneira como lida com Trump, apesar das acusações de que elogia excessivamente o presidente dos EUA e não rebate suas críticas aos aliados. “Eles sabiam no que estavam se metendo quando me contrataram, e eu sou quem sou”, disse ele. “Se as pessoas estiverem fazendo coisas boas, eu direi isso. Se eu não concordar, também direi isso, mas provavelmente não abertamente, e tentarei manter a unidade da aliança.”

Trump reacende crises na cúpula

Ao chegar à cúpula na Turquia, Trump reacendeu a crise com a aliança ao insistir no controle do território dinamarquês (Groenlândia) e criticar países que não apoiam a ofensiva contra o Irã. Ele também ameaçou publicamente cortar laços comerciais com a Espanha, reavivando divergências sobre a guerra com o Irã e renovando reivindicações sobre a Groenlândia. Mais tarde, porém, reafirmou seu compromisso com a aliança e disse que havia “muito amor” e unidade entre os 32 líderes.

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Mensagem para Putin

Questionado sobre qual mensagem as desavenças internas enviaram ao líder da Rússia e se isso prejudicou a dissuasão da Otan, Rutte disse: “Eu diria a Putin: você mesmo deveria ter mais discussões, abertamente.” A Otan identifica a Rússia como a maior ameaça à segurança de seus membros, que aumentaram os gastos com defesa em centenas de bilhões de dólares desde a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022.

“O que ele (Putin) viu agora é que, às vezes, os aliados discordam um pouco, têm uma pequena discussão e, em seguida, se unem e se reconciliam”, disse Rutte. Ele afirmou que a capacidade de discutir abertamente e convergir em torno de um objetivo comum é “o que distingue as democracias” de países como a Rússia, a China e o Irã.

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