Petróleo dispara com crise no Estreito de Ormuz e 6 mil marinheiros retidos
Petróleo dispara com crise no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) informou nesta quarta-feira (8) que aproximadamente 6 mil marinheiros permanecem retidos no Golfo Pérsico, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Em comunicado, a agência da ONU responsável pela segurança nos mares condenou a retomada das hostilidades na região e no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo.

OMI condena ataques e pede proteção a marinheiros

“Esses ataques apenas agravam o medo, a incerteza e o sofrimento psicológico já vivenciados pelos cerca de 6 mil marinheiros que permanecem presos a bordo de navios, sem poder deixar o Golfo em segurança”, afirmou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez. Ele também pediu aos diversos atores envolvidos que “evitem expor os marinheiros a perigos desnecessários, fazendo com que seus navios transitem pelo estreito”.

As declarações foram feitas pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do cessar-fogo com o Irã, após intensos ataques aéreos entre os dois lados, incluindo ações contra navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

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Cronologia do conflito e impacto na navegação

O conflito foi desencadeado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. Em resposta, Teerã bloqueou a navegação pelo estreito. Os Estados Unidos reagiram impondo um bloqueio aos portos iranianos. Após a assinatura, em 17 de junho, do memorando de entendimento entre Teerã e Washington para encerrar a guerra, as travessias foram retomadas em um ritmo mais constante, embora ainda muito abaixo do registrado antes do conflito.

Posteriormente, a OMI lançou um plano de retirada para os 11 mil marinheiros a bordo de 600 navios que permaneciam presos na região. A operação, segundo a organização, deveria levar várias semanas. No fim de junho, o plano já havia permitido a saída de 115 navios com 2.500 marinheiros.

Situação atual e perspectivas

Atualmente, Teerã autoriza apenas uma rota de navegação ao longo de sua costa e, apesar da oposição dos Estados Unidos, descarta qualquer retorno ao cenário anterior ao conflito, quando a passagem pelo estreito era livre. A incerteza sobre a segurança na região elevou o preço do petróleo nos mercados internacionais, refletindo o temor de interrupções no fornecimento.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer perturbação na navegação tem impacto direto nos preços globais da commodity.

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