A Rússia lançou um bombardeio com mísseis contra Kiev nesta segunda-feira (14), marcando o quinto ataque do tipo contra a capital ucraniana apenas neste mês de julho. O bombardeio ocorreu por volta das 6h (horário local) e atingiu bairros residenciais e uma área industrial, segundo informações da administração militar da cidade.
Três mortos e doze feridos no ataque
De acordo com o serviço de emergência da Ucrânia, pelo menos três pessoas morreram e doze ficaram feridas. As equipes de resgate continuam trabalhando nos escombros, e o número de vítimas pode aumentar. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou que um dos mísseis atingiu um prédio de apartamentos, causando danos significativos.
"Infelizmente, temos mais uma manhã trágica em Kiev. Três civis perderam a vida, e dezenas estão hospitalizados. Os ataques russos contra infraestrutura civil são crimes de guerra", declarou Klitschko em comunicado oficial.
Sistemas de defesa aérea em ação
As forças armadas ucranianas afirmaram que sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar 12 dos 18 mísseis lançados pela Rússia. Os projéteis incluíam mísseis de cruzeiro Kh-101 e Iskander-K, lançados de bombardeiros estratégicos Tu-95 e de sistemas terrestres. Fragmentos de mísseis caíram em pelo menos cinco distritos da cidade, provocando incêndios em veículos e danos a edifícios.
"A defesa aérea trabalhou de forma eficaz, mas ainda assim houve impactos diretos. Estamos reforçando a proteção da capital", disse o porta-voz da Força Aérea Ucraniana, Yuriy Ihnat, em entrevista coletiva.
Contexto dos ataques em julho
Este é o quinto ataque com mísseis contra Kiev em julho de 2026. Nos dias 1º, 5, 9 e 11, a capital já havia sido alvo de bombardeios semelhantes. Desde o início do mês, mais de 80 mísseis e drones foram disparados contra a região metropolitana, resultando em mais de 20 mortes e dezenas de feridos, conforme dados do governo ucraniano.
A intensificação dos ataques ocorre em meio a avanços das forças russas no leste da Ucrânia e à expectativa de novas ofensivas. Analistas militares apontam que Moscou busca pressionar Kiev a aceitar condições de cessar-fogo desfavoráveis.
Reação internacional
A União Europeia e os Estados Unidos condenaram o ataque. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que "a Rússia continua aterrorizando civis ucranianos" e prometeu novo pacote de sanções. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, declarou que "os ataques indiscriminados contra Kiev são inaceitáveis" e reiterou o apoio militar a Kiev.
A embaixada russa nas Nações Unidas não comentou o bombardeio específico, mas reiterou que as forças russas têm como alvo apenas infraestrutura militar ucraniana.



