Resgate no vulcão Rinjani: alpinista relembra noite no penhasco
Resgate no Rinjani: alpinista relembra noite no penhasco

Noite de tensão no Monte Rinjani

O alpinista e socorrista voluntário indonésio Agam Rinjani relembra com detalhes a arriscada operação de resgate do corpo da brasileira Juliana Marins, ocorrida há exatamente um ano no Monte Rinjani, na Indonésia. A jovem de 26 anos caiu durante uma trilha e ficou presa em um penhasco de quase 600 metros de altura, onde não resistiu às condições extremas.

Uma noite no abismo

Em entrevista, Agam contou que passou a noite inteira pendurado no penhasco, segurando o corpo de Juliana para evitar que ele despencasse ainda mais. 'Subir virou uma promessa', disse ele, referindo-se ao compromisso de trazer a moça de volta para a família. A operação envolveu uma equipe de voluntários locais, que enfrentaram ventos fortes e temperaturas baixíssimas.

Falta de equipamentos adequados

Agam destacou a necessidade de equipamentos melhores para resgates em montanhas. 'Tivemos que improvisar cordas e mosquetões. Se tivéssemos material profissional, poderíamos ter agido mais rápido', afirmou. O caso gerou grande comoção no Brasil e acendeu o debate sobre a segurança em expedições de montanhismo.

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Legado de alerta

Juliana Marins, natural de São Paulo, era uma jovem experiente em trilhas, mas o acidente mostrou que mesmo os mais preparados estão sujeitos a riscos. A tragédia no vulcão Rinjani serve como alerta para que montanhistas invistam em equipamentos de segurança e contratem guias locais credenciados. Agam Rinjani, que continua atuando como socorrista, espera que a história de Juliana inspire mais investimentos em resgate nas montanhas da Indonésia.

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