O presidente russo, Vladimir Putin, admitiu pela primeira vez que a Rússia enfrenta uma 'certa escassez' de combustível, atribuindo o problema aos ataques ucranianos contra a infraestrutura de hidrocarbonetos do país. A declaração foi feita durante uma reunião com autoridades do setor energético, transmitida pela televisão estatal russa.
Putin minimiza gravidade da crise
Apesar do reconhecimento, Putin afirmou que a situação 'não é crítica' e que o governo está tomando medidas para estabilizar o abastecimento. 'Sim, há uma certa escassez em algumas regiões, mas estamos trabalhando para resolver isso rapidamente', disse o presidente, segundo a agência de notícias TASS. Ele não forneceu números específicos sobre o déficit.
Ataques ucranianos intensificam pressão
A Ucrânia intensificou nas últimas semanas os ataques aéreos contra refinarias e terminais de petróleo e gás russos, especialmente na região da Crimeia, anexada por Moscou em 2014. As autoridades locais declararam situação de emergência na península devido à interrupção no fornecimento de combustível. Analistas estimam que os ataques reduziram a capacidade de refino da Rússia em até 15% desde o início do ano.
Negociadores americanos a caminho
Putin também revelou que espera a chegada de uma equipe de negociadores dos Estados Unidos a Moscou, assim que Washington chegar a um acordo com o Irã sobre o conflito no Oriente Médio. 'Assim que os americanos resolverem suas questões com Teerã, eles virão para cá', declarou o presidente, sem dar mais detalhes sobre a pauta das negociações.
Impacto econômico e político
A escassez de combustível ocorre em um momento de pressão econômica sobre a Rússia, que enfrenta sanções ocidentais e queda na receita das exportações de energia. Especialistas apontam que a interrupção no fornecimento pode afetar o setor agrícola e o transporte, especialmente durante a colheita de verão. O Kremlin, no entanto, insiste que a situação está sob controle e que novas medidas de racionamento não serão necessárias.



