O Pentágono incluiu a gigante chinesa de carros elétricos BYD, o grupo de tecnologia Alibaba e a fabricante de chips Baidu em uma lista de alerta, acusando essas empresas de apoiarem as Forças Armadas da China. A medida, divulgada nesta segunda-feira, visa restringir contratos com o Exército americano e pode preceder sanções comerciais mais amplas.
Lista de ameaças à segurança nacional
De acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, as empresas chinesas representam uma ameaça à segurança nacional devido à sua suposta colaboração com o Exército de Libertação Popular (ELP). A lista inclui também outras empresas de tecnologia e semicondutores, totalizando mais de 70 companhias chinesas sob suspeita.
Reação da China e das empresas
O governo chinês reagiu imediatamente, classificando a decisão como uma tentativa de prejudicar comercialmente essas empresas. Em nota, o Ministério do Comércio chinês afirmou que as acusações são infundadas e que Pequim tomará as medidas necessárias para proteger os interesses de suas companhias.
A BYD, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, negou qualquer envolvimento com atividades militares. A Alibaba e a Baidu também emitiram comunicados rejeitando as acusações e prometendo recorrer judicialmente. Especialistas apontam que a inclusão na lista pode dificultar a obtenção de contratos com o governo americano e afetar a imagem das empresas no mercado internacional.
Impacto no comércio bilateral
A decisão do Pentágono ocorre em meio a tensões crescentes entre EUA e China, especialmente nos setores de tecnologia e defesa. Analistas acreditam que a medida pode escalar para sanções econômicas mais severas, impactando as relações comerciais bilaterais. O governo chinês já sinalizou que retaliará caso novas restrições sejam impostas.



