Missão Swift Boost: resgate robótico inédito
A Nasa está preparando uma missão robótica sem precedentes para salvar o telescópio espacial Swift, que vem perdendo altitude devido ao aumento do arrasto atmosférico e corre o risco de reentrar na Terra. Lançado em 2004, o observatório é especializado na detecção de explosões de raios gama e já contribuiu para inúmeras descobertas astronômicas.
Detalhes da operação de resgate
A missão, batizada de Swift Boost, será executada pela empresa Katalyst Space Technologies, utilizando a espaçonave robótica Link. O plano prevê que o Link se acople ao telescópio e eleve sua órbita, prolongando sua vida útil por vários anos. A integração do Link ao foguete Pegasus XL, da Northrop Grumman, está agendada para 8 de junho de 2026, nas instalações da Wallops Flight Facility.
Importância do telescópio Swift
O Swift é um dos principais observatórios espaciais da Nasa, responsável por estudar fenômenos como explosões de raios gama, buracos negros e estrelas de nêutrons. Desde seu lançamento, já registrou mais de 1.500 explosões e ajudou a mapear o universo em altas energias. A perda do telescópio representaria um grande revés para a astrofísica.
Tecnologia inovadora de manutenção espacial
A missão Swift Boost também servirá como demonstração de novas tecnologias de manutenção e reparo em órbita. A Katalyst Space desenvolveu o Link como uma plataforma versátil capaz de realizar manobras de aproximação, acoplamento e elevação orbital. Caso bem-sucedida, a técnica poderá ser aplicada a outros satélites e telescópios envelhecidos, reduzindo o lixo espacial e estendendo a vida útil de equipamentos caros.
Próximos passos
Após a integração ao foguete, o Link será lançado e realizará uma série de manobras para encontrar o Swift. O acoplamento está previsto para ocorrer em órbita baixa da Terra, onde o telescópio se encontra atualmente. A Nasa acompanhará a missão de perto, fornecendo suporte técnico e científico.



