O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela nos últimos dias subiu para 4.490, conforme atualização divulgada pelas autoridades locais neste sábado. O balanço anterior, de 4.200 óbitos, foi revisado após a contabilização de novas vítimas em áreas remotas do estado de Sucre, epicentro dos tremores.
Detalhes do desastre
Os terremotos, de magnitudes 7,3 e 6,8 na escala Richter, ocorreram com intervalo de 12 horas na última quarta-feira, devastando cidades costeiras e regiões montanhosas. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou estado de emergência e mobilizou as Forças Armadas para operações de resgate. Segundo o Ministério do Interior, mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e aproximadamente 200 mil estão desabrigadas.
Impacto e resposta humanitária
Equipes de busca continuam trabalhando nos escombros, especialmente em Cumaná, capital de Sucre, onde edifícios históricos desabaram. A Defesa Civil informou que 70% das estruturas da cidade foram danificadas. A Organização das Nações Unidas (ONU) já enviou ajuda humanitária, incluindo tendas, alimentos e medicamentos. “A situação é crítica, mas a solidariedade internacional está chegando”, afirmou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, em comunicado.
Números e consequências
Dados oficiais apontam que 1.200 corpos foram identificados até o momento, e 3.290 ainda aguardam reconhecimento. Hospitais locais estão sobrecarregados, e o governo venezuelano solicitou apoio médico de países vizinhos. O terremoto também causou deslizamentos de terra que bloquearam estradas, dificultando o acesso a comunidades isoladas. A estimativa de danos materiais ultrapassa US$ 2 bilhões, segundo o Banco Central da Venezuela.



