Morre Jayden Adams, meia da África do Sul, aos 25 anos
Morre Jayden Adams, meia da África do Sul, aos 25 anos

O meia Jayden Adams, da seleção da África do Sul e do Mamelodi Sundowns, faleceu neste sábado aos 25 anos, menos de duas semanas depois da eliminação de seu país na Copa do Mundo. A notícia foi confirmada pelo sindicato dos jogadores sul-africanos e por pessoas próximas ao atleta. As circunstâncias da morte não foram divulgadas.

Participação na Copa do Mundo

Adams havia disputado as três partidas da fase de grupos na campanha dos Bafana Bafana e retornado para casa após a derrota para o Canadá na primeira rodada do mata-mata. A passagem pela Copa foi marcada também por uma perda familiar. Marianna Adams, avó do jogador, morreu aos 72 anos na véspera da partida contra a República Tcheca. Mesmo abalado, o meio-campista permaneceu com a delegação e foi titular no empate por 1 a 1. Depois, entrou durante a vitória sobre a Coreia do Sul, que garantiu a classificação sul-africana, e ficou no banco na eliminação diante do Canadá.

Infância e início no futebol

Nascido em 5 de maio de 2001 e criado em Cloetesville, comunidade de Stellenbosch marcada por problemas sociais e econômicos, Adams teve uma infância descrita pela própria mãe, Candice, como difícil. O futebol apareceu cedo: aos cinco anos, começou no Nelsons FC e depois passou pelo Maties e pelas categorias de base do Ajax Cape Town. A distância e as dificuldades de transporte, porém, fizeram com que sua passagem pelo clube da Cidade do Cabo fosse interrompida. De volta ao futebol da região, Adams reconstruiu o caminho por equipes locais até chamar a atenção do Stellenbosch.

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Carreira no Stellenbosch e Sundowns

Aos 16 anos, já treinava ocasionalmente com os profissionais. Em 2020, tornou-se o primeiro atleta formado na academia do clube a assinar contrato com a equipe principal. Nos anos seguintes, participou de 139 partidas, integrou o time campeão da Copa da Liga de 2023 — primeiro grande título da instituição — e se consolidou como um dos meio-campistas mais promissores da África do Sul. O desempenho levou Adams à seleção e, em janeiro de 2025, ao Mamelodi Sundowns, principal potência do futebol sul-africano. Capaz de atuar como volante, meia central ou mais próximo do ataque, tinha como características a qualidade no passe, a movimentação e a leitura tática.

Seleção e Mundial de Clubes

Antes da Copa, já havia participado da campanha do terceiro lugar da África do Sul na Copa Africana de Nações e marcado dois gols pela seleção nas eliminatórias do Mundial. Com o Sundowns, Adams também disputou o Mundial de Clubes de 2025, nos Estados Unidos. Entrou durante as três partidas da equipe na fase de grupos, contra Ulsan, Borussia Dortmund e Fluminense. Diante do time carioca, no Hard Rock Stadium, em Miami, substituiu Teboho Mokoena no intervalo e jogou todo o segundo tempo do empate por 0 a 0. O resultado classificou o Fluminense para as oitavas de final e eliminou o clube sul-africano, que precisava vencer.

Fim precoce

Adams encerrou a Copa do Mundo com três partidas disputadas, duas delas como titular, e morreu justamente quando sua trajetória parecia atingir o ponto mais alto. O jogador que saíra de uma infância de dificuldades em Cloetesville havia se tornado campeão, alcançado a seleção, enfrentado o Fluminense num Mundial de Clubes e participado da melhor campanha sul-africana em Copas desde 2010. As manifestações divulgadas após sua morte destacaram um atleta reservado, ligado à família e à comunidade onde cresceu, além da sensação de uma carreira interrompida quando ainda havia muito a ser construído.

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