O senador republicano Lindsey Graham, uma das vozes mais influentes do Partido Republicano no Congresso dos Estados Unidos, morreu neste sábado (12) aos 71 anos. A informação foi confirmada por seu gabinete, que não divulgou a causa da morte. Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado desde 2003.
Trajetória política e ascensão
Lindsey Olin Graham nasceu em 9 de julho de 1955, em Central, Carolina do Sul. Formou-se em direito pela Universidade da Carolina do Sul e serviu na Força Aérea dos EUA como advogado militar. Iniciou sua carreira política na Câmara dos Deputados em 1995, onde ficou até 2003, quando foi eleito para o Senado.
Conhecido por sua postura agressiva em questões de defesa e política externa, Graham presidiu o Comitê de Dotações do Senado e foi um dos principais articuladores de acordos orçamentários. Ele também atuou como aliado próximo do ex-presidente Donald Trump, embora tenham tido divergências em alguns momentos, especialmente após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Reações e legado
Líderes republicanos e democratas lamentaram a morte de Graham. O presidente dos EUA, Joe Biden, emitiu uma nota: 'Lindsey era um guerreiro por suas convicções e um amigo pessoal. Ele serviu ao seu estado e ao país com honra e dedicação.' Já o ex-presidente Donald Trump escreveu em sua rede social: 'Lindsey Graham era um patriota e um grande amigo. Sentiremos sua falta.'
Segundo o site de estatísticas GovTrack, Graham teve uma taxa de comparecimento a votações de 98,7% durante seus mandatos. Ele também foi um dos senadores que mais arrecadaram fundos para campanhas, com mais de US$ 40 milhões em doações desde 2003.
Impacto imediato
A morte de Graham deixa uma vaga no Senado que será preenchida pelo governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, também republicano. A substituição deve ocorrer em até 30 dias, conforme a legislação estadual. A ausência de Graham pode afetar a composição de comitês importantes, especialmente o de Dotações, onde ele era presidente.
Analistas políticos apontam que a perda de Graham representa um golpe para a ala moderada do Partido Republicano, embora ele fosse frequentemente crítico de Trump em temas como imigração e gastos. O senador Mitch McConnell, líder da minoria no Senado, afirmou: 'Lindsey era um amigo leal e um legislador incansável. Sua morte é uma perda imensurável para o Senado e para o país.'



