Japão busca soterrados em shopping após terremoto de 7,3
Japão busca soterrados em shopping após terremoto

Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu o centro do Japão na manhã desta quinta-feira, causando o desabamento parcial de um shopping center em Yokohama, na região metropolitana de Tóquio. Equipes de resgate trabalham sem interrupção para localizar dezenas de pessoas que ficaram soterradas sob os escombros.

Detalhes do terremoto

O terremoto ocorreu às 10h27, horário local, e teve epicentro a 40 quilômetros de profundidade, próximo à capital. O abalo foi sentido em Tóquio e em várias províncias vizinhas, com tremores que duraram cerca de 30 segundos. A Agência Meteorológica do Japão emitiu alerta de tsunami para áreas costeiras, mas o alerta foi cancelado horas depois, com ondas de até 0,5 metro registradas.

O shopping center, um complexo de quatro andares localizado no bairro de Kannai, desabou parcialmente no lado oeste, deixando um saldo estimado de 32 pessoas soterradas, segundo informações preliminares da Agência de Gestão de Desastres. Até o momento, 12 pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas a hospitais, enquanto outras 8 foram confirmadas mortas. As operações de busca continuam para localizar as 12 restantes.

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Operação de resgate

Equipes de bombeiros, polícia e Forças de Autodefesa do Japão foram mobilizadas imediatamente. Cães farejadores e equipamentos de detecção de batimentos cardíacos estão sendo usados para localizar sobreviventes. O governo japonês montou um posto de comando avançado e convocou equipes de resgate de províncias vizinhas.

Segundo o porta-voz da Agência de Gestão de Desastres, Taro Tanaka, "as operações de resgate continuam ininterruptas, com prioridade absoluta para salvar vidas". Ele acrescentou que as equipes estão enfrentando dificuldades devido a réplicas que ainda ocorrem na região, com magnitude de até 5,2.

Impacto e infraestrutura

O terremoto também causou danos em estradas e ferrovias. A linha de trem-bala Tōkaidō Shinkansen foi suspensa temporariamente entre Tóquio e Osaka, afetando milhares de passageiros. Em Yokohama, diversas vias foram bloqueadas por deslizamentos e rachaduras. A rede elétrica foi interrompida em cerca de 50 mil residências, mas a concessionária TEPCO informou que 80% já foi restabelecida.

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, convocou uma reunião de emergência do gabinete e afirmou que o governo está mobilizando todos os recursos necessários. "Nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias. Faremos tudo ao nosso alcance para garantir a segurança da população", declarou em pronunciamento televisionado.

Histórico sísmico do Japão

O Japão está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica do mundo. O país possui rigorosos códigos de construção e sistemas de alerta precoce, que minimizam danos em terremotos de grande magnitude. Em 2011, um terremoto de magnitude 9,0 seguido de tsunami devastou a região de Tohoku, causando mais de 18 mil mortes. Desde então, o Japão investiu em infraestrutura resistente e treinamento constante da população.

O terremoto desta quinta-feira é considerado o mais forte desde 2022, quando um abalo de magnitude 7,4 atingiu a região de Fukushima. Especialistas alertam para a possibilidade de novas réplicas nas próximas semanas e recomendam que a população evite áreas de risco e siga as orientações das autoridades.

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