Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e exige coordenação com Guarda Revolucionária
Irã mantém Ormuz fechado e exige coordenação com Guarda

O Irã afirmou neste domingo que o Estreito de Ormuz permanece fechado e que embarcações devem coordenar sua passagem com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para atravessar a hidrovia. O alerta foi feito pelo grupo paramilitar iraniano via Telegram. Paralelamente, a agência estatal Fars informou que, desde a noite de sábado, 25 explosões provocadas por ataques dos EUA foram ouvidas na província iraniana de Hormozgan.

Tráfego comercial reduzido, mas rota sul aberta

Apesar da posição de Teerã, o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) afirmou que o tráfego comercial no Estreito de Ormuz continua significativamente reduzido, mas que a rota sul permanece aberta à navegação. De acordo com novo relatório publicado nesta manhã, embarcações continuam utilizando tanto o corredor ao sul da costa de Omã quanto a rota sob controle iraniano, mas o fluxo permanece abaixo dos níveis históricos. O JMIC informou que os trânsitos comerciais assistidos pelos Estados Unidos somaram apenas 14 em 9 de julho, nove em 10 de julho e dez em 11 de julho, ante uma média histórica de cerca de 138 embarcações por dia no estreito.

Pressão iraniana sobre a navegação

O centro também afirmou que forças da Guarda Revolucionária Islâmica continuam realizando abordagens por rádio, operações com drones e vigilância direcionada a navios mercantes, indicando a manutenção da pressão sobre a navegação comercial. Além disso, permanecem em vigor alertas sobre a presença de minas flutuantes nas proximidades do esquema de separação de tráfego, o que mantém elevado o risco para embarcações na região. O nível de ameaça à segurança marítima permanece classificado como “severo”.

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Ameaça elevada e expectativas para as próximas horas

Na avaliação do JMIC, a ameaça no Estreito de Ormuz continua elevada após sete ataques atribuídos ao Irã desde 12 de junho. Para as próximas 24 a 48 horas, a expectativa é de continuidade da intensa presença naval, da interferência em sistemas de navegação e das tentativas do IRGC de direcionar embarcações com o Sistema de Identificação Automática (AIS) ligado para a rota controlada por Teerã.

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