Robôs que jogam futebol, organizam medicamentos e lavam roupas de forma autônoma são algumas das atrações da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) em Xangai, considerada a maior feira de IA do mundo. O evento, que neste ano contou com a presença do presidente chinês Xi Jinping na cerimônia de abertura, vai além das demonstrações tecnológicas para afirmar a intenção da China de definir os rumos da inteligência artificial nas próximas décadas.
Robôs cada vez mais inteligentes
Entre as demonstrações mais impressionantes estão os robôs humanoides, capazes de executar tarefas variadas. Em uma farmácia, um robô atende pedidos e separa medicamentos automaticamente. Outro equipamento lava e seca roupas sem intervenção humana. Embora algumas demonstrações ainda dependam de controle remoto, muitas já utilizam inteligência artificial embarcada para operar de forma independente, sinalizando como essas tecnologias podem integrar o cotidiano nos próximos anos.
Chips e inteligência artificial de código aberto
Além dos robôs, a feira foi palco do lançamento de novas tecnologias. A China apresentou um modelo de IA de código aberto, disponível gratuitamente para empresas e desenvolvedores. Outra inovação são os modelos menores de IA, que podem funcionar diretamente em computadores, celulares e veículos, reduzindo a necessidade de enviar dados para grandes servidores e aumentando a proteção das informações dos usuários. Fabricantes chineses também exibiram novos chips desenvolvidos para aplicações de IA, com o objetivo de reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras e ampliar a competitividade do país no setor.
Muito além das demonstrações
Mais do que apresentar novidades, a WAIC mostrou como a inteligência artificial se tornou estratégica para a China. Ao reunir robôs, novos modelos de IA, chips e pesquisadores do mundo todo, o evento funciona como uma vitrine das tecnologias que podem transformar diferentes áreas da economia e do cotidiano. A presença de Xi Jinping reforça o compromisso do governo chinês em liderar o desenvolvimento da IA, em um movimento que mescla inovação tecnológica e geopolítica.



