Os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Ministério do Turismo de Cuba, como parte de um esforço para cortar o acesso do regime cubano a fontes de receita. A medida, anunciada pelo Departamento do Tesouro nesta terça-feira, proíbe cidadãos e empresas americanas de realizar transações com a pasta e suas subsidiárias.
Detalhes das sanções
As sanções atingem diretamente o Ministério do Turismo cubano, responsável por administrar hotéis, resorts e outros empreendimentos turísticos na ilha. Segundo o governo americano, o setor de turismo é uma das principais fontes de divisas para o regime de Miguel Díaz-Canel, gerando cerca de US$ 3 bilhões por ano.
"Estamos agindo para impedir que o regime cubano se beneficie do turismo enquanto continua a reprimir seu povo", afirmou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em comunicado.
Impacto econômico
Especialistas estimam que as novas sanções podem reduzir em até 30% o fluxo de turistas americanos para Cuba, que já havia caído drasticamente desde 2019. O setor de turismo representa cerca de 10% do PIB cubano e emprega diretamente mais de 100 mil pessoas.
"Esta medida terá um impacto severo na economia cubana, já fragilizada pela pandemia e pelas sanções anteriores", afirmou John Kavulich, presidente do Conselho de Comércio EUA-Cuba.
Reação do governo cubano
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba condenou as sanções, classificando-as como "ilegais e criminosas". Em nota oficial, o governo cubano afirmou que as medidas violam o direito internacional e os direitos humanos do povo cubano.
"Os Estados Unidos continuam sua política de asfixia econômica contra Cuba, sem considerar o sofrimento que causam às famílias cubanas", declarou o chanceler Bruno Rodríguez.
Contexto das sanções
As novas sanções fazem parte de uma série de medidas adotadas pelo governo Trump para endurecer o embargo contra Cuba. Desde 2017, os EUA reverteram a política de aproximação iniciada por Barack Obama, impondo restrições a viagens, remessas e comércio.
O setor de turismo foi um dos mais afetados. Em 2018, cerca de 1,1 milhão de americanos visitaram Cuba; em 2020, esse número caiu para menos de 200 mil, devido à pandemia e às restrições.
Próximos passos
Analistas preveem que as sanções podem se intensificar caso o governo cubano não realize reformas políticas e econômicas. Enquanto isso, o regime cubano busca alternativas, como atrair turistas da Rússia, China e Europa.
"Cuba terá que diversificar suas fontes de receita, mas a curto prazo o impacto será doloroso", concluiu Kavulich.



