DNA revela identidade do 'Homem de Ouro' do Cazaquistão
DNA revela identidade do 'Homem de Ouro' cazaque

Um estudo inovador de DNA antigo, publicado na revista Science Advances, finalmente desvendou a identidade do enigmático 'Homem de Ouro', um dos maiores achados arqueológicos da Ásia. Descoberto em 1969 no sítio de Issyk, no Cazaquistão, o personagem se tornou símbolo nacional do país.

Quem era o 'Homem de Ouro'?

O indivíduo pertencia aos saka, um grupo cita que habitava as estepes da Ásia Central durante a Idade do Ferro. A análise genética confirmou que se tratava de um jovem do sexo masculino, provavelmente da elite nômade, dado o luxuoso sepultamento repleto de adornos de ouro.

O estudo revela laços familiares entre a aristocracia cita, indicando que o status social era hereditário. 'Encontramos evidências de parentesco entre indivíduos de diferentes túmulos da elite saka, sugerindo que o poder era transmitido dentro de famílias específicas', afirmou um dos pesquisadores envolvidos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Detalhes da descoberta arqueológica

O túmulo do 'Homem de Ouro' foi escavado em 1969 perto da cidade de Issyk, a leste do Cazaquistão. O esqueleto estava acompanhado por mais de 4 mil objetos de ouro, incluindo uma coroa, brincos, colares e placas decorativas, além de armas e vasos de cerâmica. O conjunto impressionante levou os arqueólogos a batizá-lo de 'Homem de Ouro'.

Apesar da riqueza do enterro, o papel exato do jovem na sociedade saka permanece incerto. 'Ele pode ter sido um guerreiro, um príncipe ou um sacerdote, mas os objetos não fornecem uma resposta definitiva', explicou o arqueólogo-chefe da escavação original.

Impacto do estudo genético

O DNA antigo extraído dos ossos do 'Homem de Ouro' permitiu compará-lo com outros indivíduos saka encontrados em sítios próximos. Os resultados mostraram que ele compartilhava marcadores genéticos com outros membros da elite, reforçando a hipótese de que as linhagens aristocráticas controlavam o poder por gerações.

Além disso, a pesquisa sugere que os saka mantinham redes de parentesco entre diferentes tribos, unificando a região sob uma mesma elite hereditária. 'Isso explica a uniformidade cultural e política observada nos achados arqueológicos', destacou o geneticista responsável pelo estudo.

O 'Homem de Ouro' continua sendo um ícone nacional do Cazaquistão, e as novas descobertas genéticas apenas aumentam seu significado histórico, conectando-o diretamente às origens dos povos nômades da Ásia Central.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar