O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo anunciou que o número de casos confirmados de ebola subiu para 782, em meio ao pior surto da doença já registrado no país. Desde o início da epidemia, em agosto de 2018, 490 pessoas morreram, enquanto outras 113 conseguiram se recuperar.
Avanço da doença
Os dados mais recentes, divulgados na sexta-feira, mostram que 69 novos casos foram confirmados nos últimos dias, elevando o total para 782. O surto atual já é o segundo maior da história, atrás apenas da epidemia que atingiu África Ocidental entre 2014 e 2016, que matou mais de 11 mil pessoas.
As autoridades de saúde enfrentam desafios significativos para conter a propagação do vírus, incluindo a resistência de comunidades locais, ataques a equipes médicas e a complexidade logística de operar em zonas de conflito. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
Vacinação e resposta
Mais de 100 mil pessoas já foram vacinadas contra o ebola no Congo, utilizando uma vacina experimental que se mostrou eficaz. No entanto, a cobertura vacinal ainda é insuficiente em algumas áreas afetadas. O governo congolês, com apoio de organizações internacionais, intensificou as campanhas de conscientização e a busca ativa de casos.
A OMS alerta que o risco de propagação regional e global é elevado, especialmente devido aos movimentos populacionais nas fronteiras com Ruanda, Uganda e Sudão do Sul. Países vizinhos estão em alerta máximo e reforçaram a vigilância sanitária.
O surto atual já superou o número de casos do surto de 2014 na África Ocidental em termos de incidência no Congo, mas as taxas de letalidade permanecem altas, em torno de 66%. A comunidade internacional continua mobilizada para apoiar o país no combate à epidemia.



