China recupera foguete com sistema inédito e se aproxima dos EUA no espaço
China recupera foguete inédito e se aproxima dos EUA

A China alcançou um marco histórico na exploração espacial ao recuperar com sucesso o primeiro estágio de um foguete orbital, tornando-se o terceiro país a realizar tal feito, antes dominado apenas por empresas americanas. O foguete Long March 10B foi lançado da base de Wenchang, na ilha de Hainan, e seu propulsor foi capturado por uma rede instalada em um navio, sem o uso de pernas de pouso, destacando a inovação chinesa.

Detalhes da recuperação inédita

O lançamento ocorreu em 11 de julho de 2026, e a recuperação do propulsor foi realizada pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA). Diferente da técnica utilizada pela SpaceX, que pousa verticalmente seus foguetes, a China optou por um sistema de captura por rede, semelhante ao usado pela empresa americana Rocket Lab para foguetes menores. O propulsor do Long March 10B, após separação, reentrou na atmosfera, acionou paraquedas e foi interceptado por uma rede no navio de recuperação.

Impacto na corrida espacial

Com esse feito, a China se junta aos Estados Unidos e à Rússia (que realizou recuperações parciais no passado) no seleto grupo de nações capazes de reutilizar foguetes orbitais. A tecnologia de reutilização é crucial para reduzir custos de lançamento e aumentar a frequência de missões espaciais. A SpaceX, com seu Falcon 9, já realizou dezenas de recuperações bem-sucedidas, mas a China agora demonstra capacidade de desenvolver soluções próprias e inovadoras.

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Contexto geopolítico e estratégico

O avanço chinês reforça seu potencial estratégico e geopolítico no espaço. A CNSA planeja utilizar a tecnologia de reutilização em futuras missões, incluindo a construção da estação espacial Tiangong e possíveis missões tripuladas à Lua. O sucesso do Long March 10B também sinaliza que a China está investindo pesadamente em foguetes reutilizáveis, com o objetivo de competir diretamente com empresas americanas no mercado de lançamentos comerciais.

Segundo especialistas, a recuperação por rede pode ser mais eficiente para certos tipos de foguetes, embora ainda haja desafios técnicos a serem superados. O feito coloca a China em posição de destaque na corrida espacial do século XXI.

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